Angola é já o principal mercado da Carldora, que concebe e fabrica sistemas avançados de cofragem, andaimes e escoramentos, prevendo exportar, em 2009, mais de 80 por cento da produção. Aproveitando o caminho aberto pelos clientes – construtoras como a Mota Engil, a Soares da Costa, a Luís da Maia, a Tecnonvia, a Edifer, o Grupo Lena, a Teixeira Duarte e a brasileira Queiroz Galvão – a empresa de Colmeias, Leiria, vem fornecendo sucessivas obras no país da palanca negra. Sobretudo estradas, pontes, hotéis e edifícios residenciais e escritórios, como a sede da petrolífera Total, a maior empreitada em curso.
O próximo passo é a constituição da Carlangola, sociedade de direito angolano criada sem parcerias em regime de investimento estrangeiro directo. O processo fica concluído este mês. A Carlangola é vista, para já, como “uma rampa de lançamento” que possibilitará operar no território com mais liberdade. “O mercado é que vai dizer como será”, referem os administradores Emídio Gaspar e Carla Gaspar.
Empresa de cariz familiar fundada em 1976, a Carldora apresenta-se como pioneira em Portugal e transformou-se entretanto em sociedade anónima. Fornece sistemas avançados de cofragens metálicas, andaimes e escoramentos, entivações de valas, estruturas rolantes, etc. Desenvolve produtos standard e soluções à medida, assegurando assistência em obra e plano de montagem.
Além de um gabinete técnico de engenharia que procura constantemente soluções versáteis, funcionais e polívalentes, possui autonomia no fabrico desde a matéria-prima, com um elevado grau de automatização e robotização.
Qualidade, precisão, durabilidade, rapidez na montagem e desmontagem são, de acordo com Emídio Gaspar, mais-valias que distinguem a empresa no respectivo sector. “O produto é altamente desenvolvido e qualquer peça está direccionada a várias soluções.
Estamos permanentemente a fazer estudos de obra, o que nos obriga a desenvolver a melhores preços. A durabilidade também é importante e privilegiamos o metal”, afirma o fundador. A empresa começou por ter êxito em Setúbal, na década de 70. Nos anos 80 investe em maquinaria e passa a fabricar.
Ainda na mesma década inicia o fornecimento de obras públicas. A exportação é inaugurada nos anos 90 para a Alemanha. Além de Angola, a Ca~ldora vem investindo em Moçambique e no Norte de África. O avanço das’ construtoras no Magreb, nomeadamente, tem gerado espaço para a empresa de Colmeias, que emprega 50 pessoas e em 2009 prevê atingir um volume de negócios de quatro milhões de euros.
